As taxas de juros do rotativo do cartão de crédito subiram novamente no mês de março e já ultrapassam um acumulado de 430% ao ano, tornando essa forma de pagamento uma das mais caras do Brasil.

No juros rotativos do cartão entram diversas operações financeiras, como o pagamento mínimo da fatura, saque a partir do limite de crédito disponível e parcelamento da fatura mensal.

Continue a leitura e saiba mais sobre uma das taxas de juros mais caras do mercado brasileiro, que pode levar ao superendividamento em pouco tempo se o consumidor não tiver controle financeiro!

Banco Central elevou os juros do cartão de crédito

Em tempos de inflação em alta e a Selic em 13,75% ao ano, não era de se esperar que as taxas de juros no uso de crédito fossem ficar mais caras também, não é mesmo?

Frente a esse cenário, o Banco Central do Brasil (BC) elevou em março os juros do cartão de crédito, a famosa taxa do rotativo.

A taxa de juros do crédito rotativo do cartão agora é de 430,5% ao ano, a maior desde 2017 (490,3% ao ano).
Nos últimos 12 meses, os juros do rotativo do cartão de crédito já subiram 71,4%.

Presente no dia a dia de milhões de brasileiros, o rotativo é uma linha de crédito pré-aprovada para momentos de emergência financeira, onde junto com o cheque especial, é uma das taxas mais caras do país.

Na prática, o cliente entra no crédito rotativo do cartão quando não paga integralmente o valor dafatura ou solicita um empréstimo (saque) no cartão de crédito.

Por ser um dos maiores vilões do cartão de crédito, os bancos são obrigados a oferecer ao cliente uma condição de pagamento mais vantajosa dentro de 30 dias.

Assim, se em um mês você não conseguir pagar integralmente a fatura e optar pelo mínimo, no próximo mês o banco precisa oferecer a opção do parcelamento da fatura, que possui juros mais baixos.

Atualmente, ao parcelar o débito total da fatura do cartão de crédito é cobrada uma taxa de juros média de 192% ao ano.

Teto para os juros do cartão de crédito

Por ser uma das taxas de juros mais caras do país e favorecer o endividamento de milhões de consumidores brasileiros, vem sendo discutido pelo Ministério da Economia um projeto para limitar um teto máximo nos juros do rotativo do cartão.

De acordo com Fernando Haddad (ministro da economia) e a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), a proposta é limitar os juros cobrados pelos bancos no uso do crédito rotativo, para que a dívida não virasse uma bola de neve tão rápido, como vem acontecendo.

Mas, enquanto isso não acontece, a nossa dica é usar o cartão de crédito de forma consciente, ou seja, só compre o que estiver dentro do seu orçamento.

Segundo especialistas financeiros, o ideal para manter o controle e não criar dívidas no cartão de crédito é usar, no máximo, 30% do seu limite.

Além disso, quando o dinheiro não for suficiente para pagar a fatura por inteiro, o recomendado é buscar uma opção de crédito mais barata.

Muitos empréstimos possuem menores taxas que os juros rotativos do cartão de crédito, principalmente o consignado e com garantia.

Caso solicitar um empréstimo para pagar a fatura do cartão não seja uma opção, a solução é juntar dinheiro para quitá-la integralmente no mês seguinte ou optar pelo parcelamento, que é mais barato.