O Banco Central do Brasil (BC) encerrou a última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) na sexta-feira (22) com a terceira redução consecutiva de 0,50 ponto percentual na taxa Selic, que atingiu 10,75% ao ano, o menor nível desde março de 2022.

A decisão, embora unânime entre os oito membros do Copom, marca uma mudança de tom no comunicado do Banco Central, que sinaliza o fim do ciclo de afrouxamento da política monetária.

A inflação ainda é considerada a principal preocupação do Copom, que reconhece uma desaceleração gradual dos índices, mas pondera sobre a persistência das pressões inflacionárias, especialmente em componentes como alimentos e serviços.

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O comunicado destaca a necessidade de vigilância e cautela na condução da política monetária, buscando ancorar as expectativas de inflação e garantir a convergência da inflação para a meta de 3,25% em 2024.

Qual o impacto no mercado da redução na Selic?

A redução da Selic é vista pelo mercado como um estímulo à atividade econômica, com reflexos positivos no crescimento do PIB, consumo, investimento e criação de empregos. A queda dos juros tende a baratear o crédito, impulsionando o mercado de crédito imobiliário e financiamentos em geral.

Perspectivas para o futuro

O Copom sinaliza que a próxima reunião, em maio, será decisiva para o futuro da taxa Selic. A decisão dependerá da evolução da inflação e das expectativas de inflação, bem como do desempenho da atividade econômica. O Banco Central reitera seu compromisso com a estabilidade de preços e a manutenção de um ambiente macroeconômico estável.

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Especialistas avaliam

Economistas e analistas de mercado avaliam a decisão do Copom como positiva, mas prudente. A redução da Selic é vista como um passo necessário para estimular a economia, mas o Banco Central mantém a cautela em relação à inflação.

O mercado espera que a Selic permaneça estável em 10,75% ao longo de 2024, com a possibilidade de novas reduções em 2025, dependendo do cenário macroeconômico.

Conclusão

A redução da Selic para 10,75% é um passo importante para o estímulo da economia brasileira, mas o Banco Central mantém a cautela em relação à inflação. O futuro da política monetária dependerá da evolução do cenário macroeconômico nos próximos meses.